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quarta-feira, 30 de março de 2011

Altruísmo


Odeio como abusa de minha ingenuidade.
Como esfria seu olhar de um dia para outro.
Esse seu jeito me faz querer chamar mais sua atenção, mas agora eu procuro mudar, meu coração fica sempre desamparado com sua indiferença.
Queria mudar a escola, mudar a cidade para recomeçar e me livrar desta doença.
O que era recíproco, virou desilusão.
A sua verdade, eu enxergava em teus olhos, agora nossos olhares não se cruzam. Seu olhar diz ódio ou frustração. Seus olhos agora são egocêntricos,distantes. Suas palavras, alternam-me entre fé e desesperança.
Agora me sinto invisível, ou como uma ameaça, meus ombros doem, pois meu espírito está enfermo e sem luz. Cansei, cansei de andar pelo seu coração de causas detestáveis e das suas abominações. Tranquei a porta, antes que esmagasse todas as minhas pérolas, antes que se saciasse de minha candeia.
Tudo faz-me lembrar de nossas palavras, de fotos, de segredos. Parecia perfeito, mas a busca pelo perfeito só traz imperfeição.


"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és..." - Caio F.