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sábado, 23 de abril de 2011

Não tem esperança

   

Ela anda em circulos, pois nunca aprende com seus próprios erros. E sempre vê as estações da vida passando ao seu redor.
Ela chega e sorri todos os dias, e já sei que tudo é uma atuação. Já faz um bom tempo que não sorri verdadeiramente.
Já não sente tanto esplendor.
Ela sangra por existir, suplica de joelhos por uma luz, ao menos uma vela ou algo assim.
Ainda acredita, na promessa de que vai encontrar uma maneira, de caminhar numa estrada estreita e não cair nas tentações.
Um milhão de sonhos.
Não percebe o quão cansativa é a jornada ao seu lado. Não percebe que todos já sabem quando ela mente mentiras tão verdadeiras.
Medos infantis, atos infantis e olhar fúnebre. Toda infantil.
Tem a esperança de ter o dom de existir.
Ela tem de se perdoar, ou ser perdoada pelos corações que aquebrantou por orgulho.
A sua beleza que transbordava agora foi ocultada por toda a imundície de seus constantes pecados.
Ela sangra por morrer, morre por sangrar. Morre e não vê, perde tudo e não enxerga em momento algum, as minhas tentativas de salvá-la.
Muita beleza, pouca cabeça.