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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dor.

Perdi uma pessoa importante.
Que passou, entre meus dedos. A rotina desfez nossa amizade.
Eu amo. Mas o amor não foi o suficiente.
Essa dor, é uma lesão que nunca cicatriza. Se tocar sangra, se tentar estancar, sangra mais.
Talvez um dia acabe o sangue até que não mais possa sangrar.
Mas parece que é infinita dor.
Eu desfalesço, eu degrado.
Sigo uma rotina sem graça nem rumo.
Finjo.
Finjo alegria, felicidade.
Enquanto todo o meu sangue é derramado.
Não suporto.
É tanta dor. Meus olhos derreteram, eu emagreci, minhas alegrias se entristeceram, eu não sorri.
Dor, dor, dor.
É a minha poesia.
Sem glória, sem amor.
Assim é o meu dia.
Não sei nem de onde vem essas lágrimas.
Vem da tristeza da minha alma.
Mas que ironia.
Logo eu que nunca chorava.
Logo eu que nunca sofria.
Ainda sei fazer rimas.
Rimas desenfreadas e sem calma.
Mais um verso de angústia.
Bata palma !