Quando for mais velha,
não quero me lembrar
dos sofrimentos, das despedidas,
das dificuldades.
Me lembrarei apenas das conclusões.
Do que tudo isso me proporcionou.
Me lembrarei das qualidades.
Aprenderei a aceitar meus erros, perdoar os dos outros.
Quando for mais velha,
não me lembrarei da causa, não me lembrarei da infâmia, do que perdi.
Pois tudo na vida tem consternação.
O mundo faz chorar, as pessoas fazem sangrar, mas me lembrarei da exaltação, do estapafúrdio.
E evidenciarei meu próprio estandarte.
E os ignorantes verão, pela primeira vez,
originalidade.