segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Humano.
Eu vejo tudo.
Um povo acorrentado.
As casas destruídas.
O terror ao meu lado.
Uma casa em construção.
Uma casa iluminada,
que me transmite paz.
Uma casa alagada.
E por último,
uma que admiro.
O meu caminho separado,
de um povo cego,
de uma plantação morta.
Ele não enxerga e não ouve.
A sua amizade só traz desilusão.
O seu amor é instável.
É aventureiro no mundo.
Ele tropeça incessantemente sem rumo.
E não há alegria que dure.
Ele é fundido e confundido.
Controlado como um boneco.
A sua lágrima não cessa de cair.
Sorri na rua feito um tolo.
Até suas roupas são sujas e vulgares.
Ele é sujo.
Ele decepciona.
É covarde.
Ele ou ela ?
Eles.
Estão por toda a parte.
Seu coração é de pedra.
Não perdoa nem esquece.
Seu caminho é um deserto seco.
Não aceita que o derrotem.
Eu vejo suas falhas,
seus erros.
E sua vida vazia.
